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O impacto da pandemia no programa Erasmus

A lengalenga já se começa a tornar repetitiva, o que não implica que deixe de ser menos verdadeira. A pandemia veio transformar por completo a nossa vida e, no que refere às mobilidades para o estrangeiro, os efeitos são mais que transparentes.

Em março de 2020, a história era diferente. Os estudantes que se encontravam fora haviam começado as suas aventuras de mobilidade ao abrigo do programa Erasmus+ ainda sem a pandemia a pesar na equação. Subitamente, os países de acolhimento começaram a entrar em confinamento obrigatório e os estudantes viram-se retidos nos mesmos, com fracas probabilidades de conseguirem regressar a Portugal sem quaisquer constrangimentos.

À medida que os números associados à Covid-19 na Europa se foram tornando mais estáveis e os países e suas populações gradualmente se habituaram a lidar com a pandemia, a situação parecia voltar à normalidade e a realização de Erasmus tornava-se novamente uma possibilidade exequível.

Contudo, o impacto da pandemia no programa foi inegável. Só no primeiro semestre do presente ano letivo, verificou-se uma quebra de 68%, onde apenas 1649 estudantes portugueses encetaram numa aventura académica no estrangeiro, contrastando com os 5098 do ano anterior. Esta diferença astronómica é semelhante na outra face da moeda: os alunos que vêm de fora para estudar em Portugal foram menos 6956, resumindo-se a uma quebra de 86%.

Naturalmente, é possível deduzir que o programa Erasmus+ foi significativamente impactado pela pandemia. As situações são muitas, porque cada caso é um caso. Muitos foram os estudantes que, dada a situação de incerteza, desistiram do seu sonho de realizar uma mobilidade de estudos no estrangeiro. Outros, mesmo conscientes do contexto, fizeram as malas, prontos para uma aventura única. Destes últimos, das duas uma, ou viram os seus projetos cancelados ou adiados pelas Universidades de Acolhimento ou, então, aqueles casos que, de facto, conseguiram realizar a sua experiência, têm presente a noção de que nunca terá o mesmo sabor do que se fosse realidade na normalidade pré-Covid.

Adicionalmente, desde junho de 2020, os estudantes têm a possibilidade de realizar o programa Erasmus+ num regime de mobilidade mista ou híbrida. Em alguns dos casos, os estudantes iniciam o semestre tendo aulas remotas e, eventualmente, caso a situação o permita, poderão dar continuidade presencialmente. Há quem argumente que a experiência “não é bem a mesma coisa” e, porém, para aqueles que ambicionam uma vivência em contexto internacional, dadas as restrições às deslocações para fora do território continental, esta é provavelmente a única opção de momento.

Se o seu objetivo é realizar uma mobilidade internacional ao abrigo do programa Erasmus, o ideal será garantir que está bem informado de quais as cláusulas que lhe serão garantidas e em que circunstâncias a sua mobilidade se tornará irrealizável. Em contrapartida, mesmo consciente de que o contexto de pandemia é deveras limitador, lembre-se sempre que raramente existem timings certos na vida e será que deverá deixar os seus sonhos em standby?

 

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